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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Hide and seek... let's play!




Climb down the walls, reach the stars and enter that shiny little door to the dark side of the moon.
Four children with pure hearts wearing four remains masks gently talks to you...






Odolwa child: Heh, heh... Thanks... You're... nice. Umm... Can I ask... a question? Your friends... What kind of... people are they? I wonder... Do these people... think of you... as a friend?


(...)





Goht child: Heh, heh... Thanks... You're... nice. Umm... Can I ask... a question? You... what makes you... happy? I wonder... What makes you happy... Does it make... others happy too?



(...)







Gyrog child: Heh, heh... Thanks. You're... nice. Umm... Can I ask... a question? The right thing... What is it? I wonder... If you do the right thing... Does it really make... everybody... happy?

(...)








TwinMold Child: Heh, heh... Thanks... You're nice. Umm... Can I ask... a question? Your true face... What kind of... face is it? I wonder... The face under the mask... Is that... your true face?


(...)










... show me the face behind this beautiful mask!









"All that you touch
All that you see
All that you taste
All you feel.
All that you love
All that you hate
All you distrust
All you save.
All that you give
All that you deal
All that you buy,
Beg, borrow or steal.
All you create
All you destroy
All that you do
All that you say.
All that you eat
And everyone you meet
All that you slight
And everyone you fight.
All that is now
All that is gone
All thats to come
And everything under the sun is in tune
But the sun is eclipsed by the moon."



























...and then you'll really know me.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Brasilidades...






Ordem e Progresso?

Confesso que as vezes (muitas) me sinto um peixe fora d'água nesse país. Vejo que diante da mudança extrema que tive na minha vida no meio dos meus 17 anos amenizou bastante esse sentimento, mas ainda assim é algo incômodo.
Eu vivo num país onde virtudes áureas, bem como a fonte delas, são infinitamente desvalorizadas, onde princípios fundamentais na manutenção do sujeito e da nação não são nem minimamente buscados, sendo no máximo passados fortuitamente por experiências negativas ou por uma infinitesimal parcela de pais que ainda preservam tudo isso apesar da forte influência social para o contrário.
Moro num país onde o sentimento é supervalorizado e a razão é massacrada.
Moro num país onde o calor humano é regra, e a privacidade é chacota.
Moro num país onde a leitura é chata e o áudio-visual é tudo.
Moro num país onde estudar nos finais de semana é mito, e a balada é regra de segunda a segunda.
Moro num país onde grifes e trejeitos fazem a imagem e a simplicidade é vista como desleixo.
Moro num país onde o bom rapaz é o que aparenta ser, e os que realmente o são, ficam à deriva.
Moro num país onde ir pro bar encher a cara e falar besteira é sinônimo de masculinidade, e ficar em casa lendo algo útil é nerdice, anti-sociabilidade.
Moro num país onde jogar uma pelada com os amigos é bem visto, mas jogar video-game é criancice, imaturidade.
Moro num país onde valores se envergam facilmente diante do visual, e tenho vergonha de mim também por isso.
Moro num país onde os que investem no futuro são tidos como excêntricos, esquisitos, e os que vivem a deus-dará são modernos, interessantes.
Moro num país onde ouvir rock progressivo é anomalia e não conhecer a dupla sertaneja do momento é pecado!

... espero um dia ainda entender como tanta falcatrua é vista como normalidade, espero não morrer antes de entender isso.

e tomem Nessahan:

"Tudo isso pode soar estranho aos brasileiros porque não somos um povo alicerçado na lógica. O brasileiro é um povo passional, que não suporta pessoas frias e concentradas, não diferencia indiferença de hostilidade e foge apavoradamente da crítica. Acima de tudo, é um povo desconcentrado que detesta compenetração e não respeita os introspectivos. Tudo isso se deve a um domínio do feminino sobre o masculino na cultura. Resulta, assim, que os homens brasileiros demonstram muitas características femininas na personalidade, mesmo sendo heterossexuais autênticos. O brasileiro ama barulho, bagunça, muvuca, festa, loucura, gritaria... enfim, estados orgiásticos. O resultado é a atrofia do entendimento e da capacidade de discernir logicamente. Daí os ataques tão passionais, histéricos e violentos contra teorias inovadoras, como as que defendemos."


touché!

sábado, 18 de abril de 2009

Vacant







'Hey you, Hey you
I'm right here
Conscience fading
Can't get through

Oh Lord
Helpless
Confused
Head swayed
Eyes glazed
And mine teared

She's losing control
What can I do
the vacant eyes
Black holes
Am I losing you'

.3


Pode um colecionador deixar ir embora o exemplar mais raro, único e belo que ele já conhecera?
Pode um o melhor pitcher deixar o que de mais lhe consistente lhe foi lançado se esvair pela ponta de seus dedos?
Pode por acaso um lendário guerreiro lançar mão da espada e deixa-la cair no último instante?
Pode um ser racional e que preza pelo auto-controle ter comportamentos que fogem ao que ele preza, valoriza e busca?
A mais graciosa das borboletas voa alto, ela atravessa a copa das mais frondosas árvores, rasgando em direção ao céu aberto. Como pode um humano qualquer se achar no direito de prendê-la numa rede e trazê-la de volta à terra da qual com tanto custo ela se livrou?
Não. Ele não tem esse direito.









'Black the sky, weapons fly
Let them waste for your race
' .3









































if I could fly...


...


[...]

Hey you...



Hey you, out there in the cold
Getting lonely, getting old
Can you feel me?
Hey you, standing in the aisles
With itchy feet and fading smiles
Can you feel me?
Hey you, dont help them to bury the light
Dont give in without a fight.

Hey you, out there on your own
Sitting naked by the phone
Would you touch me?
Hey you, with you ear against the wall
Waiting for someone to call out
Would you touch me?
Hey you, would you help me to carry the stone?
Open your heart, Im coming home.

But it was only fantasy.
The wall was too high,
As you can see.
No matter how he tried,
He could not break free.
And the worms ate into his brain.

Hey you, standing in the road
Always doing what youre told,
Can you help me?
Hey you, out there beyond the wall,
Breaking bottles in the hall,
Can you help me?
Hey you, dont tell me theres no hope at all
Together we stand, divided we fall.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Windows to the Soul

*press play before start reading ;)




Dizem que os olhos são as janelas da alma; se você olhar dentro deles verá algo além de belas cores e o reflexo de si mesmo. Acredito que muito além do que os olhos podem ver e demonstrar está o que procuramos guardar no mais íntimo de nosso ser. É possível descrever o inexpressível com um olhar, é possível atingir algo além dos cinco sentidos refletindo emoções e sentimentos através dele.

Existem momentos na vida em que parecemos estar mais sensíveis a certas coisas ou momentos, como se você fosse um livro amarrado por uma correia, que vai se desatando a cada dia. Isso assustaria os mais reservados e encheria de alegria os mais emotivos. Em dias como esses questionamentos que passavam longe da mente começam a desatar suavemente a tranca do livro, permitindo acesso a tudo que de mais profundo se guardava, ao intocado e imutável, permitindo que certezas e dogmas comecem a ser expostos. Tudo isso guiado por um sublime olhar, ou por inocentes e despretensiosas palavras.

O livro finalmente se abre e traz horror aos olhos outrora cheios de esperança. A luz que sempre lhe trouxe belas imagens e recordações revela uma realidade antes oculta, uma realidade não aprazível mas repleta de possibilidades, uma caixa de pandora com um mapa do tesouro no fundo. Quando borboletas voam ao meu redor, desvio o olhar para as lagartas. Mas o que faria com elas, sou um caçador de borboletas. Até quando olharei para lagartas querendo achar borboletas? Não sei bem que muitas jamais realizarão metamorfose alguma? O que diria eu a Deus se um dia o questionar sobre a minha borboleta e ele disser que permitiu que algumas de tão belas cores e tão gracioso vôo ao meu alcance mas eu não dei atenção, pois permanecia olhando para as lagartas?

O livro parece querer fechar novamente por não suportar o próprio conteúdo, as páginas se amolecem e se dobram, contorcendo-se diante dos capítulos negros. Por mais bem guardado que possa ser, sempre existem imperfeições e sujeiras entre cada página. O bibliotecário toma o pesado livro em sua mão, observa-o e reluta por um instante, e logo o recoloca na estante da livraria do restaurante no fim do universo.





'Now there's a look in your eyes, like black holes in the sky.
Shine on you crazy diamond.'