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domingo, 14 de março de 2010

Os níveis do Ser Humano







Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:

- Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.

- Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.

- Mas, Mestre, que níveis são esses?

- Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação.

Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.

Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do consulente e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo.

O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:

- Dê-lhe um tapa no rosto.

- Mas por quê? Ele não me fez nada…

- Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!

E o homem aproximou-se mais do Mestre e do consulente. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou.
Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o consulente foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.
Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o consulente já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro e outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:

- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”. Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.

Quando o homem se aproximou, o consulente pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o consulente, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.
Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.

- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse aí que vem chegando.
A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o consulente e assim falou:

- O que é isso, moço?… Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra!
Estou falando sério!

- Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.

- E querem ver como reajo?

- Sim. Exatamente isso…

- Já reparou que não tem sentido?

- Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar…

- Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?

- Queremos verificar - interferiu o Mestre - as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?

- De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: - Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?

- Enfim - perguntou o buscador - como você vai reagir? Vai revidar?
Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?

- Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço… São uns perfeitos idiotas… Imagine só, dar tapas nos outros… Besteira… Idiotice… Falta do que fazer… E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento… Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!

Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:

- Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo “pra lá”, pois “não tem tempo” para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os “outros”. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se pavoneia por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por “preguiça vital” e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar. Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.

E a cena repetiu-se.

O caminhante olhou para o buscador e perguntou:

- Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?

- Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.

- Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?

- É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?

- Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?

- E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? - perguntou o Mestre - Como reagiria a isso?

- Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?

Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:

- O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis. Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.
O tapa estalou.

- Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?

- Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?

- Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?

- Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal…

- Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?

Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:

- Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita. O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. É como se fosse uma Irmã Dulce, um Chico Xavier ou uma Madre Teresa de Calcutá da vida. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta” que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra. Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos ver como reage o homem do nível 6.
E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.

- Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?

- Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.

- Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo. Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: - Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que se agir de determinada maneira perigosa irá ferir-se e irá sofrer. Você a amparará, não é mesmo? Você deverá aprender, em primeiro lugar, a Lição do Amor, a viver o Amor em toda sua plenitude, pois o Amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um Ato de Amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê Amor gratuitamente. Ensine Amor com muito Amor e logo verá como tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da Energia mais poderosa do Universo, que é o Amor. E sua vida será sublime…

Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:

- Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7. Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando.
E o buscador pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.

- Bata nele! - ordenou o Mestre.

- Não posso, Mestre, não posso…

- Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!

- Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!

- Bate-me - disse o Homem com muita firmeza e suavidade - pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.

- Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…

- Então - tornou o Homem - já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.

- Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que a s abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?

- Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! - volveu o Homem com suavidade e convicção - Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?

- Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante - as suas “muletas” - e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder. Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente…

- A Humanidade ainda é uma criança , mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós - seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este conhecimento, esta grande Verdade: - Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.

- Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?

- Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

- Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.

- E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra. O Autor deste conto conseguiu transmiti-lo, há alguns milênios, através da Tradição Oral, durante muitas e muitas gerações. O Autor deste trabalho, ao ler esse conto, há muitos anos atrás, também aprendeu a mesma lição e agora a está transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo e, no final, alguns desses leitores, um dia, ensinarão essa mesma lição a outros irmãos humanos. Compreendes, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste Planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios vindouros? É só uma questão de tempo, não concordas, filho meu?

Agora, se quem deste aprendizado tomar conhecimento e, assim mesmo, não desejar progredir, não quiser deixar de lado as “muletas” que está usando ou não quiser aceitar essa verdade tão cristalina, o problema e a responsabilidade já não serão mais teus. Tu e todos os demais que estão transmitindo esse conhecimento já cumpriram as suas partes. Que os outros, os que dele estão tomando conhecimento, cumpram as suas. Para isso são livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tens com isso. Entendeste, filho meu?







"...and to create entirely new beings was an even greater
display of thier power, but in attempting to merge thier
energies, some of the newly made beings were
disfigured...and there were altered creatures with wings,
hooved legs and tails - part human, part beast.
And they became divided..."



segunda-feira, 8 de março de 2010

O que fizeram com a rebeldia adolescente?

Esses dias li um texto num blog de um cara que aparentemente tem muitas ideias parecidas com as minhas... vou transcrever aqui o texto na íntegra (com o perdão dos palavrões, mas retirá-los levaria embora toda a essência da mensagem) e tecer algumas observações complementares em seguida:



Escolhi essa imagem pra ilustrar o texto pois lá vemos o símbolo do rock, da rebeldia jovem e da atitude, que hoje é providencialmente visto como do demônio, do mal, algo feio de se fazer... algo politicamente incorreto. Algo como uma maneira alternativa de transmitir a mensagem: calem-se jovens, rendam-se ao sistema.


"You, what do you own the world?
how do you own disorder, disorder
Now, somewhere between the sacred silence
Sacred silence and sleep
somewhere between the sacred silence and sleep
disorder, disorder, disorder!

Nossos adolescentes estão calados. Amordaçados dentro de uma realidade jamais vista. Controlados pelo que a tecnologia vende como libertação. Perdemos as vozes dos meninos e meninas, insuportáveis como só eles conseguiam ser. Deram lugar a uma massa compacta de desmiolados inertes, pedaços de poeira velha varridos de um lado para o outro sem reação.

O que fizeram com a rebeldia adolescente? Aquela que criava verdadeiros monstrinhos completamente impossíveis de lidar. Onde foi parar a voz esganiçada dos que se proclamavam sempre com razão? Dos que podiam ter todos os defeitos, mas lutavam com unhas e dentes por suas crenças. Aqueles que não se deixavam passar por cima, que não admitiam a derrota, que explodiam sem razão mas partiam pra cima do que consideravam errado. Onde foram parar? Como uma maioria virou minoria?

Está difícil enxergar futuro na adolescência que observo hoje, cada vez mais dominada, cada vez mais apática, acatando ordens insanas como se justas fossem, ouvindo músicas melosas que apenas falam sobre amores não correspondidos. Porra! Cadê o som das batidas que despertavam os olhares sangrentos contra tudo e todos? O adolescente precisa de sua irracionalidade, de seus saltos perdidos rumo a paredes sólidas onde estatelam as fuças contra o concreto, de que outra forma podem amadurecer se não errando?

A adolescência precisa de sua rebeldia insana, necessita de uma interação social que leve ao “ignorar de conselhos”, das más influências. É um processo longo de aprendizado, principalmente de vida, do tipo que nos faz olhar para trás e dar gargalhada das loucuras cometidas, mas com a consciência de que foi espetacular. Vejo hoje adolescentes aceitando seus pais como legítimos donos, baixando a cabeça para absurdos impostos. Não há revolta, não há interesse em xingar.

Os que hoje ouvem McFly, antes ouviam os berros enlouquecidos de Chester Bennington e Serj Tankian. Inspiravam-se em ir contra o sistema, mesmo sem saber o que isso significava. Observamos cada vez mais uma geração do “sim, senhor”, ao invés do “vai se fuder, você não sabe de nada”. O que já gerou movimentos como o Punk, hoje gera apenas movimentos como o Emo. O que antes eram berros e discussões pessoais, hoje transformou-se em papinhos de Messenger. O comodismo impera.

O que fizeram com a rebeldia adolescente? Queremos aqueles insuportáveis de volta. Quebrem tudo, lutem pelo que acreditam, levantem essas merdas dessas orelhas."

Postado originalmente no blog Controle Remoto, por Felipe Neto.



Não há como negar que infelizmente vivemos numa geração acomodada, numa geração onde os pais criam seus filhos numa redoma de vidro achando que qualidade de vida se constrói com protecionismo, dando tudo do bom e do melhor, fazendo o possível e o impossível pra livrar sua prole de todo e qualquer sofrimento ou dificuldade. O incentivo ao estudo e ao esforço, geralmente com o fulcro único no sucesso financeiro no futuro, constrói apenas pessoas gananciosas e incompletas. Dar amor, sim, claro... fundamental. Mas que força tem pra enfrentar o mundo alguém que tem dentro de si somente amor, mas não sabe lidar com dificuldades, perdas, sofrimento? Qual a profundidade da base trazida por lições que não nos arrancaram suor, lágrimas e sangue?

Querendo ou não, a vida hoje é como uma guerra, pois as pessoas são criadas pra serem as melhores, pra se destacarem, pra buscarem o seu lugar ao sol. Toda essa competitividade cria esse clima de campo de batalha, e é então que eu me pergunto: que valor tem no campo de batalha, soldados que foram criados a base de sucrilhos, colégios caros, roupas finas e mimos infinitos do papai e da mamãe?

Esse tipo de pessoa tem seu reflexo na adolescência e na juventude de hoje está escancarado nos estilos urbanos, variando de playboys e patricinhas com roupas, costumes, trejeitos, programas, e cérebros uniformes, a alternativos que beiram cada dia mais ao ridículo com essa onda de emocore e afins. Os que ainda possuem alguma atitude como metaleiros ou hippies são cada vez mais malvistos, tidos como rebeldes sem causa, ignorantes, sujos, etc... Mas seria bastante interessante espremer representantes dessas diversas tribos urbanas para ver até onde há profundidade no valor de seus pertences ou ideais e concretude em suas ideias.

Não querendo defender um nem outro, sou a favor do equilíbrio. De uma vida regrada, com esforço, trabalho e relacionamentos, mas com atitude, sem todo esse conformismo ridículo que transformou balançadores de cabeça, ideias e ideais do rock e do punk, em balançadores de bunda como os patetas do axé ou de corações amargurados como os cornos mansos do sertanejo.

Isso causa alguma espécie por exemplo ao ver governos fazerem palhaçada atrás de palhaçada com o dinheiro, a cara e a moral do país inteiro e tudo acaba em pizza (ou panetone)? Ou notícias de confronto entre estudantes ou civis contra policiais ao reinvindicar seus direitos ou manifestarem contra algum escândalo no alto escalão? O que vemos são famílias (aparentemente) felizes reunidas na mesa de jantar lamentando por tais atitudes rebeldes e agressivas. Afinal que dificuldade há em fazer de gato e sapato um país de sonhadores eternamente platônicos?

A verdade é que a juventude atual foi domesticada por uma nova política de pão e circo. Dificilmente você vê um jogo de copa do mundo ou um show de alguém que sequer pisou numa escola de música que não lotem hoje em dia... Das baladas às arenas esportivas, a juventude vê sua atitude sendo lavada pelo poder do espetáculo. O que vale hoje é esse mundo luminoso, colorido, incrível e belo, que cria zumbis tecnológicos escravos da aparência e de seu próprio ego. Já não existe nada, na cultura ou na natureza, que não tenha sido transformado e poluído segundo os meios e interesses da indústria moderna. O valor do ser humano foi porcamente reduzido ao tipo da roupa que veste, o tipo de lugar que frequenta ou ao tipo de gosto que tem... Ouse estar fora do padrão e veja sua vida se reduzir à marginalidade social. O que vale hoje é ter prestígio no conceito dos outros, ser bem relacionado, andar sempre na moda, frequentar bares e restaurantes caros, pegar um bronze na cobertura, enfim... uma vida boa, voltada para a realização de vontades, prazeres e desejos. Mas será mesmo só pra isso que estamos aqui? O hedonismo é a corrente e as algemas que amarram o potencial de crescimento e desenvolvimento da nova geração.

Nadar contra essa maré é tarefa para os mais fortes.

Mas tudo bem, afinal os que mais precisam nadar são exatamente os que não se deixaram domesticar pela vida de veludo e holofotes, possuindo assim bem mais força pra lutar e gritar do que os outros.

Acorde juventude moderna! O fato dos políticos adorarem proclamar que o futuro do país depende de nós ao pedir votos não garante belas páginas a serem escritas na história, de forma alguma.

Já passou da hora de sair do sofá, do computador, das acolchoadas cadeiras do cinema ou da espreguiçadeira reclinável do clube e buscar algo melhor, maior. Que seja o direito dos animais, o fim da exploração do trabalho infantil, o racismo, o especismo, o sexismo, o desmatamento, as baleias, combate à pornografia, pedofilia ao programa da Luciana Gimenez, o que for... Mas façam valer a energia e todo o potencial que nos foi dado. Soa como um desrespeito a Deus e ao esforço de quem deu a vida pra nos criar continuar nessa situação lamentável.


From the red sky of the east
To the sunset in the west
We have cheated death
And he has cheated us

But that was just a dream
And this is what it means
We are sleeping and we'll dream for evermore

And the fragment remains of our memories
And the shadows remain with our hands
Deep grey, came to mourn
All the colours of the dawn
Will this Journeyman's day be his last?

But the memory still remains
All the past years not so stange
Our winter times are like a silent shroud

And the heartbeat of the day
Drives the mist away
And winter's not the only dream around

In your life you may choose desolation
And the shadows you build with your hands
If you turn to the light
That is burning in the night
Then the Journeyman's day has begun

I know what I want
And I say what I want
And no one can take it away
I know what I want.
And I say what I want
And no one can take it away


quinta-feira, 4 de março de 2010

Inside...

'Mesmo que você faça algo pelos humanos, no fim, eles morrem por conta própria. Seria um esforço em vão. Não será mais inteligente se concentrar nas coisas mais importantes? Humanos são apenas recursos, cheios de sentimentos inúteis. Deixe-os de lado que eles acabarão consigo mesmos. Qual a necessidade de lhes fazer alguma coisa, mudaria algo com isso? Essa é a realidade dos fracos humanos.'




Nós humanos somos realmente fracos...

Cada um sabe de suas lutas, sabe o que é difícil lidar, o que o incomoda mais. Alguns passam por provações físicas, outros por cataclismas psicológicos, espirituais, ou vários desses ao mesmo tempo. Se pudermos qualificar pontos fracos como os traumas que mais nos marcaram em alguma época da vida e tem a maior facilidade de nos fragilizar ao surgir em nossa frente, teremos então constituído um inimigo contra o qual lutar. Mas não necessariamente precisamos de armas diferentes para combater um inimigo que mora dentro de nós mesmos. Nossa mente, nossos sentimentos, nosso "coração". É irreal parar pra imaginar como seria a vida do homem que dominasse completamente esses aspectos, conduzindo-se sempre plenamente e com o foco estabelecido e rígido, admitindo apenas pequenos contratempos e desvios pelo longo caminho da vida.

Somos realmente frágeis quando lidamos com nossas emoções, nossas fraquezas, cada qual com a sua. Bastam algumas palavras ou muitas vezes apenas um gesto para quebrar todo um equilíbrio conquistado a duras penas. E tendo em vista que nesse ponto nosso inimigo é incorpóreo e aparentemente inatingível, o que pode fazer um simples humano para vencê-lo? Será mesmo admitir derrota e aprender a conviver com isso pelo resto da vida a única coisa a se fazer?




Isso nos leva a uma pergunta ainda mais importante... será essa uma batalha que vale a pena ser vencida? Eu diria que isso não basta. Nesse caso, é necessário encontrar um aliado onde nossos olhos agora somente conseguem contemplar um inimigo. A resposta está em cada um de nós.

A idade traz sabedoria, e consigo temperança. Creio que o fato de pessoas de mais idade se recolherem mais a um estado quieto e reflexivo não advém somente de sua aparente debilidade ou casaço físico... pelo contrário, esse estado logicamente poderia ser consequência de um nível elevado de compreensão das coisas, provocando conscientemente momentos que favorecem o seu bem estar psicológico e fisiológico. Essa atitude permite que esses protagonizem momentos de extrema prudência e exemplar superação. Vemos por exemplo, como uma pessoa verdadeiramente madura lida mais tranquilamente e naturalmente com a morte, ou com perdas marcantes. O entendimento da morte como uma passagem, uma transição, uma transformação é uma ideia sem dúvida confortante, mas mais do que isso, faz todo o sentido, e traz consigo um significado que transcende todo sentimento negativo que geralmente se apossa dos que lidam com esse tipo de situação.

Tendo um pensamento mais racional e de certa forma frio sobre isso, podemos inferir que nosso corpo é nada mais que uma composição predominantemente de carbono, água, cálcio, fósforo, ferro, etc... E nada mais verdadeiro do que qualificar uma pessoa pelo que ela diz, pensa, faz, cria, e não somente pela sua aparência. Na verdade, eu colocaria a aparência do corpo físico útil apenas para a memória e associação de sua personalidade por meio de quem com ele se relaciona, não tendo de forma alguma, influência direta sobre o legado deixado pela pessoa em vida, que seriam seus ideais, suas criações, seus discípulos e sua filosofia. Dessa maneira, a pedra fundamental sobre qual é formada a qualidade do ser humano é sua mente, sua alma, não havendo portanto, motivo algum para que se pense que essa parte mais importante se esvai com a ocorrência da morte, somente que ela não mais faz parte do cotidiano dos que em vida permaneceram. Ademais, num contexto mais antigo, temos por certo que o corpo humano ao se desligar da alma, passa a se tornar material orgânico presente no ambiente em que for absorvido, respeitando a lei da conservação da massa.

Essa reflexão traz o propósito de que devemos focar mais nosso fortalecimento interior em nossa mente, pois dela provém nossas emoções, sonhos, esperanças, e todo tipo de expectativas. Desnecessário dizer que aquele que obtiver uma estabilidade completa diante dessas coisas se verá livre de qualquer tipo de atordoamento interior, que na grande maioria das vezes é causador principal de problemas exteriores (físicos). É por esse motivo que apesar de ser obrigado a admitir que os seres humanos são relativamente bastante frágeis e indefesos (fisicamente) comparados a outros seres da criação, é necessário erguer nossa compreensão para a imensa e maravilhosa capacidade que recebemos de nos fortalecer, nos superar, sendo capazes assim de feitos impensáveis e incríveis.

É esse o mistério que torna os seres mais fracos nos mais fortes. E a parte boa é que só depende deles mesmos, embora a esmagadora maioria da espécie permaneça fazendo jus à qualidade primária, é de encher os olhos alguns exemplos que usaram sua capacidade e foram muito além...


'Vai mudar. Pode mudar! Com certeza.
Nós realmente somos fracos...
Mas, por isso, podemos ficar fortes se nos esforçarmos.
Mesmo que pareça inútil, um ato aparentemente insignificante
com certeza influenciará em algo.

(...)

Os que estão abaixo protegerão os que estão abaixo deles.
Mesmo pequenos humanos conseguem fazer isso.

Não deixarei ninguém morrer!
Eu as protegerei!

Espere!
Eu voltarei!

(...)

Por isso, com certeza mudará.
Por sermos fracos, por morrermos, por vivermos e por crescermos, as pessoas ficam fortes.
Ainda assim, seu coração continua confuso? Tente se lembrar...'




(...)








... e nunca é demais lembrar que o Criador de tudo o que vemos, ouvimos, tocamos, sentimos e sonhamos está bem ao nosso lado, ao alcance de uma intenção...









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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Agora sim o ano começou...

Prólogo - Experimentem digitar a palavra "carnaval" na pesquisa de imagens do google. A primeira imagem que irá aparecer ilustra um pouco do que se trata esse texto. As demais imagens variam entre alegorias fantasiosas mas em sua maioria continuam sendo de mulheres vergonhosamente 'vestidas' (isso me faz pensar de onde vem a indignação do brasileiro ao receber na cara que seu país é conhecido como um prostíbulo no resto do mundo)... Mas vamos ao que interessa:





Quem diz que o ano tem doze meses certamente não é lá muito íntimo com os costumes brasileiros. É praticamente fato inquestionável que o ano, para muitos, só pode realmente começar após as festas de rua e bagunças generalizadas que consolidam o Carnaval. O período correspondente entre a virada do ano e a dita festa representa nada mais que um vácuo temporal onde as pessoas simplesmente tendem a aguardar pela zona e, com isso, comprometem o que deveria ser o início do trabalho e dedicação para um ano mais satisfatório. E agora, somente no final de fevereiro, podemos dizer que o ano começou.

O profissional autônomo sofre em todo início de ano. A lentidão com que o país caminha antes das festas carnavalescas é algo assustador. A conta bancária diminui, o stress começa a tomar conta, a preocupação inerente ao ser humano começa a questionar se o problema é mesmo por conta do “período negro”, até que a tempestade finalmente passa e tudo volta ao normal. Todo ano a mesma história, todo ano o mesmo desejo de sacudir o povo e exterminar essa comemoração. Aliás, um cuidado que todos devem ter: se você não suporta o Carnaval, cuidado, pois muitos tornam-se completamente cegos durante esse período. Fique calado e evite emitir opiniões, sob o risco de perder os dentes. Falar que “o Carnaval de Salvador é a verdadeira visão do inferno” pode gerar muito descontentamento.

E não há como fugir. Seja você amante ou não do Carnaval, o ritmo das músicas e tudo que envolve a festa irá chegar até você. Afinal de contas, mesmo com uma parcela tão grande da massa tendo odiado, quem aí é capaz de afirmar não conhecer o tal do “É O REBOLATION TION TION”? Gruda no cérebro como os doces servidos em barraquinhas de rua grudam no céu da boca. É a osmose do Carnaval (ou como diria um primo, mitose). Quando você menos espera, já sabe até mesmo trechos de sambas-enredos, nomes de carnavalescos, locais da sua cidade onde sairão os “super blocos”. Não há nenhum outro tipo de informação, o país literalmente para por inteiro durante intermináveis cinco dias, que obviamente a maioria consegue ainda a proeza de estender, pois afinal, cinco dias no meio de um mês que deveria ser de trabalho para um ano mais estável não soa lá suficiente para ficar completamente parado.

Durante esse período, já vi praticamente de tudo. Pessoas que admiro e enxergo um grande potencial de sabedoria pulando pelas ruas com uma garrafa de vinho barato na mão e gritando trechos de funk, por exemplo. Mulheres e homens que têm minha admiração deixando-se “engravatar” por pessoas suadas e desconhecidas, agarrando-se em beijos fedidos no meio da rua sem sequer uma simples troca de olhares antecedentes. Indivíduos cujo gosto musical eu conheço muito bem pulando e gritando ao som do axé e do funk. Isso para não citar as terríveis cenas desagradáveis de marmanjos e moçoilas com mais de vinte anos nas fuças deixando-se chegar ao estágio de vomitar pelas ruas. A verdade é que, para muitos, o Carnaval representa uma espécie de libertação, o momento em que podem fazer tudo aquilo que têm curiosidade e vontade, sem sofrerem julgamentos exclusivos. Ora, o Bloco das Piranhas está aí para deixar isso bem claro.

Não deixa de ser interessante o povo brasileiro ter um período para poder extravasar ao extremo do que considera diversão. Pra mim (e apenas pra mim), Carnaval representa “calor”, “suor” e “música horrível”, coisas que realmente não me agradam, mas que posso resolver apenas viajando para um local mais isolado e vivendo um pouco de natureza. O que realmente incomoda, contudo, é a data em que as festividades acontecem, conforme acredito já ter deixado claro. O comprometimento dos meses de janeiro e fevereiro não compensam pela paralisação desmedida e desproporcional. Fosse o Carnaval nos primeiros cinco dias do ano, não teríamos tantos problemas, mas sei da irracionalidade de pedir uma mudança nesse sentido, uma vez que a data é marcada de acordo com a Páscoa (para os que não sabem, o Carnaval é uma comemoração cristã e acontece 47 dias antes da “ressurreição de Cristo”).

No fim das contas, para pessoas que, como eu, não concordam com o período em que acontece o Carnaval e muito menos curtem a comemoração em si, só o que resta é esperar e torcer para que o ano comece logo. Antes disso, o jeito é conformar-se com a morosidade e desinteresse da maioria pela real dedicação ao estudo e ao trabalho.


E para finalizar, nesse vídeo, a brilhante, trágica e inegavel definição de carnaval pelo controverso João Gordo:

http://www.youtube.com/watch?v=CC9WZDfmJC8 (aos 2:41)



Finalmente, que venha 2010.













postado originalmente em: Controle Remoto

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Fantasy lifes, material lies

'all you touch, all you feel, that is the matrix'



Frequentemente me pergunto aonde vão os limites da realidade, e onde entram os sonhos, planos, devaneios, fantasias e mentiras. No plano material está tudo o que nossos olhos podem ver, estimulados e percebidos por sentidos dos quais nos condicionamos a depender. Esse sentidos certamente foram bastante úteis e fundamentais para a vida do homem... Até agora.

Com o advento da progressiva evolução tecnológica e consequente alteração dos padrões de conduta rotineira da humanidade, percebemos claramente uma mudança drástica na forma de percepção do mundo. Cada vez mais o mundi virtual e todas as suas remificações regem o dia-a-dia do homem contemporâneo, transformando antigas certezas em dúvidas, tabus em relatividade e luz em fumaça... Até onde nossos relacionamentos, são verdadeiros? Até onde informações, estímulos e ideais passados através de uma tela digital devem ou podem ser levados em conta?

É realmente incrível como essa nova realidade, que se expande quase que de maneira cósmica, como um big-bang dimensional, firma raízes em nosso subconsciente, e consequentemente na nossa essência. Como pode um canhão de elétrons nos atingir com tanto impacto? Palavras são ditas mas sem voz, sem expressão, sentimentos são transmitidos sem olhares, sem o toque de uma mão morna, mas ainda assim surpreendentemente atingem o interior das pessoas, modificando suas atitudes, seus pensamentos, suas vidas. Até onde isso será confiável?

Materializar o que foi digitalizado pode (e é) um processo demasiadamente complexo, e proporcionalmente perigoso... embora milhões e milhões de pessoas o façam sem hesitar dia após dia. A humanidade se vê mergulhada nesse universo de bytes, números, cores e códigos, sem sequer fazer ideia de quais são os princípios que o regem. Muitos dizem ser uma terra de ninguém, um espaço totalmente livre e desregrado que permite que as mentes mais distorcidas e incontidas por qualquer variável social possam ser mais que pernas, asas. Um voo irrestrito, freado timidamente por leis que ainda engatinham, tentando acompanhar o desenvolvimento catastrófico das atitudes de algumas dessas mentes sem barreiras; como o ar que causa um atrito ínfimo no plainar de uma ave.

Desde o nascimento aprendemos a depender do auxílio, da proteção, da colaboração ou mesmo da compreensão de outras pessoas para enfrentar todo e qualquer obstáculo que a vida venha nos impor. Alguns permanecem com essa garantia, essa certeza, esse alívio por toda a vida, outros gradativamente aprendem a voar por si mesmos e sobrepõem-se a tais situações, mas no mundo sem leis, todo e qualquer auxílio ou proteção de mostram inexistentes, a exposição é inevitável, completa e irrestrita. O antes tão confiável mundo material e táctil dá lugar ao intocável, ao metafísico, dá lugar a algo em que palavras se misturam palavras e pensamentos, intenções e atitudes, verdades e mentiras.

Sem dúvida a cada passo dado para frente na trilha do desenvolvimento, diversas ramificações paralelas são desnudadas, e pouco é feito no sentido de apará-las ou mesmo compreendê-las, e os caminhantes da estrada da sobrevivência se veem desamparados, ignorantes e indefesos. Sorte mesmo dos que por si só desenvolveram asas que os permite passar acima de tudo isso. É o que muitos chamam de superação do eu, morte do ego, ou o lendário 'superhomem' apresentado por Zaratustra.

Afinal quem poderia não se sentir perdido num mundo criado por homens? Homens tão falhos, tão influenciáveis, tão incompreensíveis... Seres que não descobriram plenamente a ponto da prática, nem mesmo as regras que deveriam aplicar a si mesmos, com fulcro de encontrar paz, harmonia e felicidade, quem dirá de suas capacidades de criar para si um universo próprio?

Aviso para os que não tem asas... todo cuidado é pouco quando se caminha para dentro daqueles olhos...

eyes...

computer eyes!






























'Lost in a world created by Man
I can't recall how it all began
Tell me who am I?

Fictional stars in lost Galaxies
Synthetic dreams and false Memories
Is it all a lie?

Virtual reality - computer Override
Actual fantasy locked away Inside
Am I no more than a Program
An artificial dream
A river of electrons flowing With the stream
A parallel dimension battle Simulations
Mind over matter brain Stimulation
I don't know if I exist I think Therefore I am
Without emotions I'm but a Hologram
There's no escape I'm locked In this universe
Where fantasy dies material Lies
Computer eyes

There is no escape
There is no way out of here
I'm locked in this universe
The real world will disappear
Where fantasy dies
You will see our dreams
Material lies
Materialize
Computer eyes
Computerize'


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

The Ladder Theory

Como é de costume sempre escrevo aqui sobre coisas que estou lendo, vivendo e aprendendo... Muitas das coisas que vivemos vem se tornar uma lição concreta no mesmo momento em que tal coisa acontece, ou mesmo depois de alguns dias, fruto de reflexões mais estensas... Já outras vão sendo comprovadas por experiência própria ou de terceiros ao longo da vida... Esse é o caso da teoria que irei apresentar agora: A teoria da escada.


Aqui segue o texto em português da Wikipédia (muito tendencioso aliás) que dá uma geral no conceito.

Em inglês, existe o site original com a teoria explicada passo a passo com suas decorrências teóricas, podendo ser encontrado aqui.

Resumidamente, no conteúdo geral a Teoria da Escada não difere do que já aprendemos, mas fornece explicações interessantes sobre como se forma o fenômeno "amigo assexuado" por exemplo.

Tecnicamente, o homem possui uma "escada" onde no topo existe o máximo de desejabilidade que uma mulher pode atingir para ele, e abaixo, o mínimo - pouco antes do abismo. Ao ver uma mulher o homem a posiciona em algum ponto dessa escada, de modo que logo que ele vê duas, e elas ocupam altitudes diferentes, significa literalmente "eu quero essa mulher mais do que eu quero aquela", supondo que ambas estejam mais para o topo do que para baixo, mas com uma disparidade notável entre ambas.

A mulher, por outro lado e dentro de outro sistema de avaliação, possui duas escadas: a dos caras com quem ela se relacionaria emocionalmente, e a escada onde ela bota os amigos, ou seja, aqueles com quem não faria teria nada além de conversas.





O problema começa no fato de que a mulher nunca deixa um homem saber em qual escada ele está, e é no espaço que existe entre as duas escadas que são dados os Beijos da Morte, e que as Prostitutas Intelectuais são feitas. Se o homem em questão chega e encosta ela na parede, e ele está na escada boa, tudo bem. Se ele está na escada dos amigos, e tentar saltar para a escada dos atraentes (para ela), duas coisas podem acontecer: ela pode deixar ele se agarrar nessa boa escada, ou chutar a cabeça dele e o fazer cair no abismo. É então que o contato é interrompido, ou na melhor das hipóteses, a mulher trata de recolocar ele na escada dos amigos lhe permitindo fazer-lhe favores.


A disparidade:


A escada é obviamente uma via de mão dupla. Quando Bob conhece Jane, ele bota ela em algum ponto de sua escada, e Jane faz o mesmo em uma de suas escadas (são duas, lembra?). Neste caso, Jane o colocou na escada boa.

Repare que Bob está bem alto na escada de Jane, e Jane, bem baixa na escada de Bob. A julgar pelas posições, e pelo sistema de avaliação predominante do homem e da mulher, diriamos por exemplo Bob é rico e Jane é feia.

Na imagem em questão, a hipotenusa formada representada por “c” é a disparidade entre Bob e Jane. Quanto maior a disparidade em favor do homem, maior o tempo que a mulher vai aturar ele traindo, usando ela, ou até mesmo pagando coisas para ele.

Se a mulher está na posição de poder (mais acima da escada do homem do que ele na dela) quanto maior essa disparidade, mais tempo ele vai suportar gastando dinheiro com ela, buscando coisas no meio da noite ou ouvindo histórias sobre o outro cara com quem ela está saindo.





Linha de corte no Sistema de Atração Feminino, Considerando "Aparência":

Previamente, foram mostrados os sistemas de avaliação masculina e feminina distribuído sob a forma:

50% - Dinheiro/Poder
40% - Atração
10% - Coisas que as mulheres dizem que se importam, mas não se importam (sensibilidade, cumplicidade, carinho etc.).

A Linha de Corte visa explorar mais detalhadamente o que é "Atração".

De acordo com essa subclassificação, o fator Atração estaria dividido em:

50% - Atração física
20% - Competitividade
20% - Novidade
10% - Outros

Até o momento, cobri o básico da Teoria da Escada tendo como referência os originais em inglês.

Infelizmente o site é em inglês, não consegui uma versão completamente traduzida da Teoria da Escada, e o artigo da Wikipédia é politicamente correto.

O termo Prostituta Intelectual está explicado minuciosamente no artigo da Wikipédia, no entanto:

As diferenças entre o sistema de escada única masculino e o sistema de duas escadas feminino, segundo a teoria da escada, geralmente levam a incompreensão mútua. O mais clássico exemplo na Teoria da Escada seria o do "cara legal". Nesse modelo, um homem procura aumentar seu apelo com uma mulher demonstrando qualidades que ela valoriza em outra pessoa (por exemplo, paciência, gentileza, consolação). Para ele, isso é percebido como simplesmente um aumento em seu apelo total na escada única; para ela, no entanto, tal comportamento elevaria sua posição na "escada da amizade" e, por conseqüência, o rebaixaria na escada de potenciais.

Um termo mais grosseiro para o mesmo princípio vem do conto "The Whore of Mensa", de Woody Allen: a Teoria da Escada sugere que um homem que tente apelar para uma mulher através de estimulação intelectual corre o risco de, ao invés de tornar-se ou substituir o parceiro sexual dessa mulher, tornar-se o que Allen satiricamente descreve como sendo uma "prostituta intelectual" -- alguém procurado apenas com propósitos intelectuais, sem o menor interesse por parte da mulher em ampliar o relacionamento em outras dimensões.




'postado originalmente em: Reflexões Masculinas: por Rant Casey.'

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Tōka Kōkan




Muitos aqui já estudaram sobre a Lei da Conservação da Massa, publicada em 1760 por Lavoisier. De acordo com essa lei, em qualquer sistema, físico ou químico, nunca se cria nem se elimina matéria, apenas é possível transformá-la de uma forma em outra. Há uma variação dessa lei aplicável à alquimia, chamada de Lei da Troca Equivalente (em japonês: 等価交換 Tōka Kōkan).

Essa lei diz que nada pode ser obtido sem algum esforço, que o sacrifício feito para obter algo deve ser proporcional ao que se deseja conseguir. É uma lei que para muitos não quer dizer muita coisa, mas para outros é um princípio de vida. Ao observar o mundo vemos que poucas pessoas acreditam e seguem esse princípio, à medida em que crescemos, passamos por experiências negativas ou dolorosas, vamos tendo esse pensamento (ainda que inconsciente) minado, diante da injustiça, da desigualdade, e do fato inegável de que infelizmente sempre haverão pessoas pagando pelos erros de outros.

Acontece que não há melhor forma de equilibrar as desigualdades desse mundo do que aplicar essa lei em nossa vida, onde seria inconcebível aceitar algo sem algum esforço, sem um trabalho, sem merecimento, sem suor, sangue ou lágrimas. Não digo apenas de pagamentos ou trabalhos físicos. Tudo o que vivenciamos traz consigo algum esforço e consequentemente alguma lição. Ignorar isso e continuar vagando pela vida como num deserto pagão é o mesmo que criar uma desarmonia na ordem natural que as coisas deveriam seguir. De pequenas até grandes coisas e atitudes o esforço deve ser proporcional ao resultado... Tudo o que foge disso provém da entropia, causando assim o desequilíbrio.

Todos deveriam dar um tempo a si mesmos pra avaliar as coisas de uma forma diferente, olhar para trás e procurar entender as implicações, razões e consequências das tantas coisas com as quais tivemos contato ao longo dos anos. Só assim será possível conceber a lógica e a razoabilidade presente na lei da troca equivalente.

Por vezes, parece-me que tal pensamento soa um tanto infantil, que os adultos aprenderam realmente que podem obter coisas de maneirar escusas, por caminhos mais largos e cômodos. Pode ser que o sonho de uma criança representado por essa utópica realidade não venha a tomar formas no mundo físico, mas ainda assim... ainda assim perceberemos o quanto as coisas estão fora da ordem, fora de como deveriam ser, o quanto nos afastamos da essência e do propósito ao qual fomos criados. Pensando assim, talvez a pureza, inocência e a honestidade de uma criança devam ser levados mais a sério na busca por essa lendária Pedra Filosofal.



" As pessoas não podem ganhar nada sem sacrificar algo,
você deve dar algo de mesmo valor para ganhar alguma coisa.
Esse é o princípio da Troca Equivalente.
Naquele tempo, acreditávamos ser essa a verdade do mundo.
Contudo, o mundo real não é perfeito,
então não existe apenas uma única lei que governa tudo que acontece nele.
É o mesmo para a Troca Equivalente.
Ainda assim, acredito que as pessoas não podem obter algo sem pagar um preço.
A dor que sentimos foi com certeza preço o suficiente a ser pago.
E qualquer um que pague o preço conhecido como trabalho duro, certamente ganhará algo.

A Troca Equivalente não é a lei que governa esse mundo...
E até o dia em que eu me encontrar com Ele de novo, essa é a promessa..."







'Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo para teres o cuidado de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares.
Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho, e então, prudentemente te conduzirás.
Não te mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo, não pasmes, nem te espantes,
porque o SENHOR, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares." Js 1 7-9.