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quinta-feira, 4 de março de 2010

Inside...

'Mesmo que você faça algo pelos humanos, no fim, eles morrem por conta própria. Seria um esforço em vão. Não será mais inteligente se concentrar nas coisas mais importantes? Humanos são apenas recursos, cheios de sentimentos inúteis. Deixe-os de lado que eles acabarão consigo mesmos. Qual a necessidade de lhes fazer alguma coisa, mudaria algo com isso? Essa é a realidade dos fracos humanos.'




Nós humanos somos realmente fracos...

Cada um sabe de suas lutas, sabe o que é difícil lidar, o que o incomoda mais. Alguns passam por provações físicas, outros por cataclismas psicológicos, espirituais, ou vários desses ao mesmo tempo. Se pudermos qualificar pontos fracos como os traumas que mais nos marcaram em alguma época da vida e tem a maior facilidade de nos fragilizar ao surgir em nossa frente, teremos então constituído um inimigo contra o qual lutar. Mas não necessariamente precisamos de armas diferentes para combater um inimigo que mora dentro de nós mesmos. Nossa mente, nossos sentimentos, nosso "coração". É irreal parar pra imaginar como seria a vida do homem que dominasse completamente esses aspectos, conduzindo-se sempre plenamente e com o foco estabelecido e rígido, admitindo apenas pequenos contratempos e desvios pelo longo caminho da vida.

Somos realmente frágeis quando lidamos com nossas emoções, nossas fraquezas, cada qual com a sua. Bastam algumas palavras ou muitas vezes apenas um gesto para quebrar todo um equilíbrio conquistado a duras penas. E tendo em vista que nesse ponto nosso inimigo é incorpóreo e aparentemente inatingível, o que pode fazer um simples humano para vencê-lo? Será mesmo admitir derrota e aprender a conviver com isso pelo resto da vida a única coisa a se fazer?




Isso nos leva a uma pergunta ainda mais importante... será essa uma batalha que vale a pena ser vencida? Eu diria que isso não basta. Nesse caso, é necessário encontrar um aliado onde nossos olhos agora somente conseguem contemplar um inimigo. A resposta está em cada um de nós.

A idade traz sabedoria, e consigo temperança. Creio que o fato de pessoas de mais idade se recolherem mais a um estado quieto e reflexivo não advém somente de sua aparente debilidade ou casaço físico... pelo contrário, esse estado logicamente poderia ser consequência de um nível elevado de compreensão das coisas, provocando conscientemente momentos que favorecem o seu bem estar psicológico e fisiológico. Essa atitude permite que esses protagonizem momentos de extrema prudência e exemplar superação. Vemos por exemplo, como uma pessoa verdadeiramente madura lida mais tranquilamente e naturalmente com a morte, ou com perdas marcantes. O entendimento da morte como uma passagem, uma transição, uma transformação é uma ideia sem dúvida confortante, mas mais do que isso, faz todo o sentido, e traz consigo um significado que transcende todo sentimento negativo que geralmente se apossa dos que lidam com esse tipo de situação.

Tendo um pensamento mais racional e de certa forma frio sobre isso, podemos inferir que nosso corpo é nada mais que uma composição predominantemente de carbono, água, cálcio, fósforo, ferro, etc... E nada mais verdadeiro do que qualificar uma pessoa pelo que ela diz, pensa, faz, cria, e não somente pela sua aparência. Na verdade, eu colocaria a aparência do corpo físico útil apenas para a memória e associação de sua personalidade por meio de quem com ele se relaciona, não tendo de forma alguma, influência direta sobre o legado deixado pela pessoa em vida, que seriam seus ideais, suas criações, seus discípulos e sua filosofia. Dessa maneira, a pedra fundamental sobre qual é formada a qualidade do ser humano é sua mente, sua alma, não havendo portanto, motivo algum para que se pense que essa parte mais importante se esvai com a ocorrência da morte, somente que ela não mais faz parte do cotidiano dos que em vida permaneceram. Ademais, num contexto mais antigo, temos por certo que o corpo humano ao se desligar da alma, passa a se tornar material orgânico presente no ambiente em que for absorvido, respeitando a lei da conservação da massa.

Essa reflexão traz o propósito de que devemos focar mais nosso fortalecimento interior em nossa mente, pois dela provém nossas emoções, sonhos, esperanças, e todo tipo de expectativas. Desnecessário dizer que aquele que obtiver uma estabilidade completa diante dessas coisas se verá livre de qualquer tipo de atordoamento interior, que na grande maioria das vezes é causador principal de problemas exteriores (físicos). É por esse motivo que apesar de ser obrigado a admitir que os seres humanos são relativamente bastante frágeis e indefesos (fisicamente) comparados a outros seres da criação, é necessário erguer nossa compreensão para a imensa e maravilhosa capacidade que recebemos de nos fortalecer, nos superar, sendo capazes assim de feitos impensáveis e incríveis.

É esse o mistério que torna os seres mais fracos nos mais fortes. E a parte boa é que só depende deles mesmos, embora a esmagadora maioria da espécie permaneça fazendo jus à qualidade primária, é de encher os olhos alguns exemplos que usaram sua capacidade e foram muito além...


'Vai mudar. Pode mudar! Com certeza.
Nós realmente somos fracos...
Mas, por isso, podemos ficar fortes se nos esforçarmos.
Mesmo que pareça inútil, um ato aparentemente insignificante
com certeza influenciará em algo.

(...)

Os que estão abaixo protegerão os que estão abaixo deles.
Mesmo pequenos humanos conseguem fazer isso.

Não deixarei ninguém morrer!
Eu as protegerei!

Espere!
Eu voltarei!

(...)

Por isso, com certeza mudará.
Por sermos fracos, por morrermos, por vivermos e por crescermos, as pessoas ficam fortes.
Ainda assim, seu coração continua confuso? Tente se lembrar...'




(...)








... e nunca é demais lembrar que o Criador de tudo o que vemos, ouvimos, tocamos, sentimos e sonhamos está bem ao nosso lado, ao alcance de uma intenção...









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