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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Brasilidades...






Ordem e Progresso?

Confesso que as vezes (muitas) me sinto um peixe fora d'água nesse país. Vejo que diante da mudança extrema que tive na minha vida no meio dos meus 17 anos amenizou bastante esse sentimento, mas ainda assim é algo incômodo.
Eu vivo num país onde virtudes áureas, bem como a fonte delas, são infinitamente desvalorizadas, onde princípios fundamentais na manutenção do sujeito e da nação não são nem minimamente buscados, sendo no máximo passados fortuitamente por experiências negativas ou por uma infinitesimal parcela de pais que ainda preservam tudo isso apesar da forte influência social para o contrário.
Moro num país onde o sentimento é supervalorizado e a razão é massacrada.
Moro num país onde o calor humano é regra, e a privacidade é chacota.
Moro num país onde a leitura é chata e o áudio-visual é tudo.
Moro num país onde estudar nos finais de semana é mito, e a balada é regra de segunda a segunda.
Moro num país onde grifes e trejeitos fazem a imagem e a simplicidade é vista como desleixo.
Moro num país onde o bom rapaz é o que aparenta ser, e os que realmente o são, ficam à deriva.
Moro num país onde ir pro bar encher a cara e falar besteira é sinônimo de masculinidade, e ficar em casa lendo algo útil é nerdice, anti-sociabilidade.
Moro num país onde jogar uma pelada com os amigos é bem visto, mas jogar video-game é criancice, imaturidade.
Moro num país onde valores se envergam facilmente diante do visual, e tenho vergonha de mim também por isso.
Moro num país onde os que investem no futuro são tidos como excêntricos, esquisitos, e os que vivem a deus-dará são modernos, interessantes.
Moro num país onde ouvir rock progressivo é anomalia e não conhecer a dupla sertaneja do momento é pecado!

... espero um dia ainda entender como tanta falcatrua é vista como normalidade, espero não morrer antes de entender isso.

e tomem Nessahan:

"Tudo isso pode soar estranho aos brasileiros porque não somos um povo alicerçado na lógica. O brasileiro é um povo passional, que não suporta pessoas frias e concentradas, não diferencia indiferença de hostilidade e foge apavoradamente da crítica. Acima de tudo, é um povo desconcentrado que detesta compenetração e não respeita os introspectivos. Tudo isso se deve a um domínio do feminino sobre o masculino na cultura. Resulta, assim, que os homens brasileiros demonstram muitas características femininas na personalidade, mesmo sendo heterossexuais autênticos. O brasileiro ama barulho, bagunça, muvuca, festa, loucura, gritaria... enfim, estados orgiásticos. O resultado é a atrofia do entendimento e da capacidade de discernir logicamente. Daí os ataques tão passionais, histéricos e violentos contra teorias inovadoras, como as que defendemos."


touché!

Um comentário:

Melissa Balsa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.